segunda-feira, 9 de maio de 2011

Apresentação Musical do Dia das Mães



A Aluna Paula da turma fez uma apresentação de uma música de sua autoria, em homenagem as mães na Homenagem ao dia das Mães no dia 06 de Maio de 2011, no CIEP 115 Antonio Francisco Libsoa

Noticia de Hoje 09/05/2011

Candidatos disputam votos no Alemão



Candidatos a presidente da Associação de Moradores da Grota Foto: Fabiano Rocha


Herculano Barreto Filho



No fim de novembro do ano passado, a Rua Joaquim de Queiroz virou cenário de guerra na véspera da ocupação policial que desmobilizou o maior ponto de tráfico no Rio. Cinco meses depois, um dos principais acessos ao Complexo do Alemão se transformou em palanque eleitoral. A "lei do silêncio", imposta pelo poder paralelo, deu lugar a outro tipo de domínio. A democracia dá voz a uma comunidade que se acostumou a conviver só com o medo.


A Grota, conhecida pelas imagens do feirão das drogas filmado pelo jornalista Tim Lopes, vai ter uma data histórica: 28 de maio de 2011, dia da primeira eleição na Associação de Moradores da Grota sem o comando do tráfico. Cinco candidatos, com chapas diferenciadas pela cor, vão disputar o posto de representante de uma comunidade marcada a sangue pelo crime.


Na quinta-feira, 28 de abril, um mês antes da votação, a Federação das Associações de Favelas do município do Rio (Faf-Rio) se reuniu com os candidatos para falar sobre o regulamento na sede da entidade, que representa cerca de 90 mil pessoas e possui orçamento de R$ 7 mil por mês.


Eleições sem a influência do tráfico


Na votação, eles vão ser obrigados a ficar a 100 metros das urnas. Cada candidato tem direito a dois fiscais para acompanhar se o eleitor é morador da comunidade. Apenas maiores de 16 anos votam. E, o mais importante: ninguém teme que as eleições tenham influência do que restou do tráfico.


— Não gostaria de entrar nesse assunto. O importante é que a Grota tem uma força política grande — desconversa o presidente interino da Faf-Rio, Mario Jorge Pita.


Para o representante da Faf-Rio, o foco deve ser o clima de mobilização, depois de seis anos sem eleições. Em parte, ele tem razão. As faixas estendidas na Estrada do Itararé, que dá acesso à Grota, é só a porta de entrada da campanha. Adesivos, faixas e informativos nos bares mostram o apoio de moradores. Em meio ao clima eleitoral, os candidatos aproveitam para fazer o tradicional "corpo a corpo", distribuindo panfletos, apertos de mão, sorrisos e promessas.


Não vai ser a única eleição organizada pela Faf-Rio no Complexo do Alemão este ano. No dia 1 de maio, candidatos disputaram a presidência da Pedra do Sapo. No dia 29 de maio, vai ser a vez de os moradores da Fazendinha escolherem o novo presidente da associação. A busca por votos na comunidade já começou e a eleição promete ser disputada.

Noticia de Hoje 09/05/2011 Com a BrendaReggina

Marido de falsa psicóloga teria revelado saber dos crimes da mulher em documento

Falsa psicóloga Beatriz Cunha. Foto: Pablo Jacob
Priscilla Souza
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Um documento apreendido, no sábado, pela Polícia Civil na casa de Beatriz da Silva Cunha é mais um indício de que o marido dela sabia dos crimes praticados pela falsa psicóloga.

Segundo a polícia, na carta, Nelson Antunes de Farias Júnior parecia pedir orientação jurídica a um advogado. Num dos trechos, ele teria escrito: "Eu falei para o delegado que sabia. Devo voltar atrás?". De acordo com o titular da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), Maurício Luciano Almeida e Silva, Beatriz confirmou que o documento foi escrito pelo marido.

— A carta é apócrifa, mas a mulher confirmou que a letra é dele. Esse é mais um indício de que ele colaborou com as ações praticadas pela mulher — afirmou o delegado.

Nelson — que já está indiciado por estelionato — deve prestar depoimento na Decon hoje às 10h. A polícia quer esclarecer qual era a atividade desempenhada por ele na clínica da falsa psicóloga.

Nova prisão

Beatriz da Silva Cunha foi presa pela segunda vez, no sábado, na casa da mãe dela, na Barra da Tijuca e levada para o presídio Bangu 8, na Zona Oeste.

A polícia acredita que a falsa psicóloga planejava fugir do país porque os passaportes dela, do marido e do filho foram encontrados na casa da mãe. No apartamento de Beatriz, em Botafogo, os policiais encontraram US$ 120 (pouco mais de R$ 190), 530 euros (cerca de R$ 1.200) e aproximadamente R$ 3.500.

A falsa psicóloga tratava de crianças autistas no Centro de Análise do Comportamento, em Botafogo. Além do crime de tortura, Beatriz da Silva Cunha vai responder por estelionato, propaganda enganosa e exercício ilegal da profissão. A falsa psicóloga já havia sido presa em 27 de abril, mas foi solta três dias depois pela Justiça.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Apresentação Musical da Turma 501 - CIEP 115 - Antonio Francisco Lisboa



O Blog da turma 701 esteve presente no último Conselho de Classe do CIEP 115 e traz a apresentação da Turma 501 com a professora Valéria, com uma homenagem a Antonio Francisco Lisboa em forma de canção.
A Apresentação foi no dia 29 de Abril de 2011.

Coração que Sangra

Fernanda Brum

A vida me pregou mais uma peça
Por essa eu não pude esperar
Tudo o que sonhei desmoronou

Há anos que eu vivo em cavernas
E ninguém nunca notou
Sorrisos que se foram com a dor
Mas eu não vou morrer aqui
Deus me prometeu assim
Vou clamar até que o céu se abra sobre mim

Com Teu poder vem me curar
Com Tua mão cicatrizar
Esse coração que chora e sangra, sangra, sangra sem parar
Cura-me, liberta-me, restaura-me, sacia-me
Sou completamente Teu Senhor
Não importa o que a vida me causou

Há anos que eu vivo em cavernas
E ninguém nunca notou
Sorrisos que se foram com a dor
Mas eu não vou morrer aqui
Deus me prometeu assim
Vou clamar até que o céu se abra sobre mim

Com Teu poder vem me curar
Com Tua mão cicatrizar
Esse coração que chora e sangra, sangra, sangra sem parar
Cura-me, liberta-me, restaura-me, sacia-me
Sou completamente Teu Senhor
Não importa o que a vida me causou

Vou te adorar, Oh, Deus!
Com toda a força em mim
Troca meu coração pelo Teu
Ressuscita-me

Com Teu poder vem me curar (Vem me curar)
Com Tua mão cicatrizar
Esse coração que chora e sangra, sangra, sangra sem parar
Cura-me, liberta-me, restaura-me, sacia-me
Sou completamente Teu Senhor
Não importa o que a vida me causou

"Restart vai sentir vergonha do que faz", diz Dinho Ouro Preto

publicado por Gisele


Ciúme ou profecia? Tá difícil definir o que levou o vocalista Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, a detonar a banda de rock adolescente Restart. Em entrevista a Lobão, que vai ao ar na noite desta segunda-feira na MTV, ele disse que os roqueiros vão sentir vergonha de seu visual colorido daqui a alguns anos.

“Daqui uns 2 ou 3 anos, os integrantes do Restart vão olhar para suas fotos e sentir vergonha”, disse ele, criticando as roupas coloridas dos meninos. O velho roqueiro ainda disse que perto do Restart, bandas como Fresno parecem poesia russa. Pronto, Dinho, já conseguiu um pouco de atenção, pode continuar tentando voltar às paradas de sucesso.

GRUPO SWING E SIMPATIA SOFRE ACIDENTE :(


(O grupo voltava de um show em Trajano de Moraes)
Um acidente envolvendo a van que transportava o grupo de pagode Swing & Simpatia, na madrugada de ontem, deixou três integrantes do grupo feridos — dois músicos e um produtor — na BR-101, na altura da Serra da Triunfo, em Cordeiro.
O grupo voltava de um show realizado na cidade de Trajano de Moraes. Ao fazer uma curva, o motorista da van perdeu a direção, e o veículo capotou três vezes.
Shows marcados
O produtor identificado como Tim, com forte luxação no braço, o tecladista Maicon e o percussionista Pereira, que teve perfurações no pulmão, deverão ficar internados por, pelo menos três dias, no Hospital Municipal de Macaé.
De acordo com Paulo Cesar, empresário do grupo, os outros integrantes da banda tiveram escoriações leves, mas todos estão sentindo fortes dores pelo corpo.
Devido ao acidente, o empresário pretende avaliar ainda hoje se o grupo participará de eventos marcados em Caxias e São Gonçalo.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Conto indígena 2

Irapuru - O canto que encanta

Certo jovem, não muito belo, era admirado e desejado por todas as moças de sua tribo por tocar flauta maravilhosamente bem. Deram-lhe então o nome de Catuboré, (flauta-encantada). Entre elas, a bela Maine conseguiu o seu amor; casar-se-iam durante a primavera. Certo dia, já próximo do grande dia, Catuboré foi à pesca e de lá não mais voltou. Saindo a tribo inteira a sua procura, encontraram-no sem vida à sombra de uma árvore, mordido por uma cobra venenosa. O sepultaram no próprio local. Maine, desconsolada, passava várias horas a chorar sua grande perda. A alma de Catuboré, sentindo o sofrimento de sua noiva, lamentava-se profundamente pelo seu infortúnio. Não podendo encontrar paz pediu ajuda ao Deus Tupã. Este então transformou a alma do jovem no pássaro Irapuru, que mesmo com escassa beleza possui um canto maravilhoso, semelhante ao som da flauta, para alegrar a alma de Maine. O cantar do Irapuru ainda hoje contagia com seu amor os outros pássaros e todos os seres da Natureza.

Irapuru = pássaro

Conto indígena

A lenda do Sol

Antigamente, muito antigamente, no tempo em que vivia entre os Tucuna, o Sol era um moço forte e muito bonito.
Por ocasião da festa de Moça-Nova, o rapaz ajudava sua velha tia no preparo da tinta de urucu. Ia à mata e trazia uma madeira muito vermelha, chamada Muirapiranga.
Cortava a lenha para o fogo onde a velha fervia o urucu para pintar os Tucuna. A tia do moço era muito mal humorada, estava sempre a reclamar e a pedir mais lenha.
Um dia o Sol trouxe muita muirapiranga e a velha tia ainda resmungava insatisfeita. O rapaz resolveu então que acabaria com toda aquela trabalheira. Olhou para o fogo que ardia, soltando longe suas faíscas. Olhou para o urucu borbulhante, vermelho, quente.
Desejou beber aquele líquido e pediu permissão à tia que consentiu:

- Bebe, bebe tudo e logo, disse zangada. Julgava e desejava que o moço morresse. Mas, à medida que ia bebendo a tintura quente, o rapaz ia ficando cada vez mais vermelho, tal qual o urucu e a muipiranga. Depois, subindo para o céu, intrometeu-se entre as nuvens e passou desde então a esquentar e iluminar o mundo.

Contos africanos


Contos Africanos: A Menina que não Falava

Certo dia, um rapaz viu uma rapariga muito bonita e apaixonou-se por ela. Como se queria casar com ela, no outro dia, foi ter com os pais da rapariga para tratar do assunto.

__ Essa nossa filha não fala. Caso consigas fazê-la falar, podes casar com ela, responderam os pais da rapariga.

O rapaz aproximou-se da menina e começou a fazer-lhe várias perguntas, a contar coisas engraçadas, bem como a insultá-la, mas a miúda não chegou a rir e não pronunciou uma só palavra. O rapaz desistiu e foi-se embora.

Após este rapaz, seguiram-se outros pretendentes, alguns com muita fortuna mas, ninguém conseguiu fazê-la falar.

O último pretendente era um rapaz sujo, pobre e insignificante. Apareceu junto dos pais da rapariga dizendo que queria casar com ela, ao que os pais responderam:

__ Se já várias pessoas apresentáveis e com muito dinheiro não conseguiram fazê-la falar, tu é que vais conseguir? Nem penses nisso!

O rapaz insistiu e pediu que o deixassem tentar a sorte. Por fim, os pais acederam.

O rapaz pediu à rapariga para irem à sua machamba, para esta o ajudar a sachar. A machamba estava carregada de muito milho e amendoim e o rapaz começou a sachá-los.

Depois de muito trabalho, a menina ao ver que o rapaz estava a acabar com os seus produtos, perguntou-lhe:
Descrição: http://caracol.imaginario.com/estorias/africa/102.jpg

__ O que estás a fazer? O rapaz começou a rir e, por fim, disse para regressarem a casa para junto dos pais dela e, acabarem de uma vez com a questão.

Quando aí chegaram, o rapaz contou o que se tinha passado na machamba. A questão foi discutida pelos anciãos da aldeia e organizou-se um grande casamento.


Descrição: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg2ThT8PeA3UPcwXkGiKqkAZlmuDXcu-vPpTfFfiLlnvOyc6sRrxFpfxHk2y_mXWk6TNA6igEmKSHCakw9WlOCwh39aNNB2DPJYX5gx9yVhH68BzjeNqX5zec1DibkO1JRxfobu2wIFJeQ/s200/griot.jpg

Os Griots

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Depois de um bom jantar, com a lua brilhando, as pessoas de uma aldeia na África antiga podem ouvir o som de um tambor, chocalho, e uma voz que gritava: "Vamos ouvir, vamos ouvir!" Esses foram os sons do griot, o contador de histórias.


Quando eles ouviam o chamado, as crianças sabiam que estavam indo para ouvir uma história maravilhosa, com música e dança! Talvez hoje a história seja sobre Anansi, a aranha. Todo mundo adorava Anansi. Anansi podia tecer as teias mais bonitas. Ele foi quem ensinou o povo de Gana como tecer o pano de lama bonito. Anansi teve uma boa esposa, filhos fortes, e muitos amigos. Ele entrou em muita confusão, e usou sua inteligência e poder do humor para escapar.
Houve outras histórias que o povo gostava de ouvir mais e mais. Algumas histórias eram sobre a história da tribo. Alguns eram grandes guerras e batalhas. Algumas eram sobre a vida cotidiana. Não havia linguagem escrita na África antiga. Os narradores acompanhavam a história do povo.
Havia geralmente apenas um contador de histórias por aldeia. Se uma vila tentava roubar um contador de histórias de outra aldeia, era motivo de guerra! Os contadores de histórias foram importantes. Os griots não eram as únicas pessoas que podiam contar uma história. Qualquer um poderia gritar: "Vamos ouvir, vamos ouvir!" Mas os griots eram os "oficiais" contadores de histórias. O griot da aldeia não tinha que trabalhar nos campos. Sua tarefa era contar histórias.
Mil anos mais tarde, novas histórias sobre novos triunfos e novas aventuras ainda estão sendo informadas nas aldeias, pelos Griots.


Fonte: http://africa.mrdonn.org/fables.html

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Amanse

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Amanse, ou Anansi, é uma lenda africana. Conta um caso interessante, no qual no mundo antigo não havia histórias e por isso viver aqui era muito triste.

Houve um tempo em que na Terra não havia histórias para se contar, pois todas pertenciam a Nyame, o Deus do Céu. Kwaku Amanse, o Homem Aranha, queria comprar as histórias de Nyame, o Deus do Céu, para contar ao povo de sua aldeia, então por isso um dia, ele teceu uma imensa teia de prata que ia do chão até o céu e por ela subiu.

Quando Nyame ouviu Amanse dizer que queria comprar as suas histórias, ele riu muito e falou: - O preço de minhas histórias, Amanse, é que você me traga Osebo, o leopardo de dentes terríveis; Mmboro os marimbondos que picam como fogo e Moatia a fada que nenhum homem viu.

Ele pensava que com isso, faria Amanse desistir da ideia, mas ele apenas respondeu: - Pagarei seu preço com prazer, ainda lhe trago Ianysiá, minha velha mãe, sexta filha de minha avó.

Novamente o Deus do Céu riu muito e falou: - Ora Amanse, como pode um velho fraco como você, tão pequeno, tão pequeno, pagar o meu preço?

Mas Amanse nada respondeu, apenas desceu por sua teia de prata que ia do Céu até o chão para pegar as coisas que Deus exigia. Ele correu por toda a selva até que encontrou Osebo, leopardo de dentes terríveis. - Aha, Amanse! Você chegou na hora certa para ser o meu almoço. - O que tiver de ser será - disse Amanse - Mas primeiro vamos brincar do jogo de amarrar? O leopardo que adorava jogos, logo se interessou: - Como se joga este jogo? - Com cipós, eu amarro você pelo pé com o cipó, depois desamarro, aí, é a sua vez de me amarrar. Ganha quem amarrar e desamarrar mais depressa. - disse Amanse. - Muito bem, rosnou o leopardo que planejava devorar o Homem Aranha assim que o amarrasse. Amanse, então, amarrou Osebo pelo pé, pelo pé e pelo pé, e quando ele estava bem preso, pendurou-o amarrado a uma árvore dizendo: - Agora Osebo, você está pronto para encontrar Nyame o Deus do Céu.

Aí, Amanse cortou uma folha de bananeira, encheu uma cabaça com água e atravessou o mato alto até a casa de Mmboro. Lá chegando, colocou a folha de bananeira sobre sua cabeça, derramou um pouco de água sobre si, e o resto sobre a casa de Mmboro dizendo: - Está chovendo, chovendo, chovendo, vocês não gostariam de entrar na minha cabaça para que a chuva não estrague suas asas? - Muito obrigado, Muito obrigado!, zumbiram os marimbondos entrando para dentro da cabaça que Amanse tampou rapidamente.

O Homem Aranha, então, pendurou a cabaça na árvore junto a Osebo dizendo: - Agora Mmboro, você está pronto para encontrar Nyame, o Deus do Céu.

Depois, ele esculpiu uma boneca de madeira, cobriu-a de cola da cabeça aos pés, e colocou-a aos pés de um flamboyant onde as fadas costumam dançar. À sua frente, colocou uma tigela de inhame assado, amarrou a ponta de um cipó em sua cabeça, e foi se esconder atrás de um arbusto próximo, segurando a outra ponta do cipó e esperou. Minutos depois chegou Moatia, a fada que nenhum homem viu. Ela veio dançando, dançando, dançando, como só as fadas africanas sabem dançar, até aos pés do flamboyant. Lá, ela avistou a boneca e a tigela de inhame. - Bebê de borracha. Estou com tanta fome, poderia dar-me um pouco de seu inhame?

Amanse puxou a sua ponta do cipó para que parecesse que a boneca dizia sim com a cabeça, a fada, então, comeu tudo, depois agradeceu: - Muito obrigada bebê de borracha .Mas a boneca nada respondeu, a fada, então, ameaçou: - Bebê de borracha, se você não me responde, eu vou te bater.E como a boneca continuasse parada, deu-lhe um tapa ficando com sua mão presa na sua bochecha cheia de cola. Mais irritada ainda, a fada ameaçou de novo: - Bebê de borracha, se você não me responde, eu vou lhe dar outro tapa. "E como a boneca continuasse parada, deu-lhe um tapa ficando agora, com as duas mãos presas. Mais irritada ainda, a fada tentou livrar-se com os pés, mas eles também ficaram presos. Amanse então, saiu de trás do arbusto, carregou a fada até a árvore onde estavam Osebo e Mmboro dizendo: - Agora Mmoatia, você está pronta para encontrar Nyame o Deus do Céu.

Aí, ele foi a casa de Ianysiá sua velha mãe, sexta filha de sua avó e disse: - Ianysiá venha comigo vou dá-la a Nyame em troca de suas histórias.

Depois, ele teceu uma imensa teia de prata em volta do leopardo, dos marimbondos e da fada, e uma outra que ia do chão até o Céu e por ela subiu carregando seus tesouros até os pés do trono de Nyame. - Ave Nyame! - disse ele -Aqui está o preço que você pede por suas histórias: Osebo, o leopardo de dentes terríveis, Mmboro, os marimbondos que picam como fogo e Moatia a fada que nenhum homem viu. Ainda lhe trouxe Ianysiá minha velha mãe, sexta filha de minha avó.

Nyame ficou maravilhado, e chamou todos de sua corte dizendo: - O pequeno Amanse, trouxe o preço que peço por minhas histórias, de hoje em diante, e para sempre, elas pertencem a Amanse e serão chamadas de histórias do Homem Aranha! Cantem em seu louvor!

Amanse, maravilhado, desceu por sua teia de prata levando consigo o baú das histórias até o povo de sua aldeia, e quando ele abriu o baú, as histórias se espalharam pelos quatro cantos do mundo vindo chegar até aqui.